Queridos amigos
Eu não luto mais
Chega dessa guerra inútil
Há muito mais pelo que lutar
Queridos amigos de longa data
Vocês não são mais bonitos
Ou sequer interessantes
Ninguém brinca de gangorra sozinho
Queridos
Vocês não são tão legais
Me satisfaz saber disso sozinha
Há muito mais pelo que lutar
Queridos
Vocês sempre estiveram sozinhos
Não quero a opnião ou gratidão de vocês
Ninguém brinca de gangorra sozinho
terça-feira, 22 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Caso você queira um caso, eu caso.
Vai ter que ter acaso, descaso, pigarro.
Caso você queira um passo, eu passo.
Não quero plano decente, concreto, futuro.
Caso você queira um traço, te traço.
Vai ter marca no corpo, vai ter peito serrado.
Caso você queira um bolo, eu bolo.
Vai ter cozinha quente, criança na sala, livro na estante.
Caso você queira demais, vai ter de tudo.
Caso com você
Sem caso
Sem véu
Sem regra
Sem conta no banco
Eu caso com você pra casar com o mundo.
Não demora eu apareço.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Depois dos vinte anos
É fundamental descobrir
Que quantos menos homens em uma festa te
desejarem
Melhor para você
Depois dos vinte anos
É fundamental ter certeza
Que quanto menos regras houver
na sua cabeça
Melhor para o seu corpo
Depois dos vinte anos
Não se pode esquecer
Que mesmo depois dos vinte
Muitas mulheres ainda não sabem
nada parecido com isso
Depois dos vinte anos
Não se descobre coisas
do nada
Elas já vem com a gente
dia após dia
Até que um outro dia
parecem claras e fortes
Amar sapato não é coisa de mulher
Ser submissa não é coisa de mulher
Comprar não é coisa de mulher
Decote e maquiagem não são coisa de mulher
Não há nem mesmo quem saiba me dizer
o que é ser mulher.
Sabe o que assusta ao afirmar isso?
Não sabemos nada de nós mesmxs.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Atenção, meus amigos
Olha aí
Não sou a outra ponta da força de vocês
Soltei a corda
Não sem ferir minhas mãos
É que achei melhor
É que só posso ser se
É que so posso viver sem
É que não desejo nada ruim
Soltei a corda
Mas não sem torcer para que vocês ficassem bem
Adeus para vocês
Que não largam o osso
Eu solto
Eu vou
Olha aí
Não sou a outra ponta da força de vocês
Soltei a corda
Não sem ferir minhas mãos
É que achei melhor
É que só posso ser se
É que so posso viver sem
É que não desejo nada ruim
Soltei a corda
Mas não sem torcer para que vocês ficassem bem
Adeus para vocês
Que não largam o osso
Eu solto
Eu vou
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Dez casos de amor que separados não existem
1.
Embriagado
ou não
Fique quieto, rapaz
E repita
esse beijo eternamente
2.
Fosse você
metade do rei que pensa ser
Eu ainda te amaria.
3.
Pouco
importa todo o resto.
Hoje eu representaria com você
a mais bela noite de amor.
4.
Se meus
dedos pudessem tocar aqueles cachos
Um fogaréu transformaria meu corpo .
5.
Desculpe o
mau jeito
É que meu peito encostou no seu
e eu senti uma coisa estranha.
6.
Forcei o
olhar para não te ver
E até desviei meu querer
Não funcionou
7.
Ele era Branco
De cor e de nome
Estacionamos o carro
e eu entendi tudo.
8.
Todo
jeito que eu podia dar
eu dava
Só para
tocar minha pele na sua.
9.
Quando você dividia seu sono comigo
Nossos segredos se cruzavam inúmeras vezes até
fazer unidade
Assim que acordávamos
tudo acabava.
10.
Um beijo seria pouco.
Impossibilitados da eternidade
Nos separamos
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Minha filha tem apenas 8 anos e me fez uma pergunta. Eu não soube responder. Agora penso em algumas coisas.
Como amar os meninos?
Tem que amar o jeito de sentar.
O jeito de cruzar as pernas.
O sorriso curto
e o beijo no canto da boca.
A maneira como eles coçam a barba.
Aqueles que pegam no violão.
O olhar intenso.
O carinho roubado.
Tem que amar a força com que ele te deseja
e mais ainda a força com que você deseja ele.
Tem que amar o quanto ele te respeita
e mais ainda o quanto vocês são livres juntos.
Tem que amar o jeito de dar bom dia
O sorriso maroto da manhã
dado ao recerber beijinhos nas costas.
O não caber em si do menino que quer ser pai.
Tem que amar o poder ir
Tem que amar o poder ficar
Tem que amar o poder voltar
Minha filha, tem um monte de coisa pra amar nos meninos.
Mas ainda assim, se você preferir, a mamãe pode pensar como amar as meninas e te deixar ainda mais feliz.
Como amar os meninos?
Tem que amar o jeito de sentar.
O jeito de cruzar as pernas.
O sorriso curto
e o beijo no canto da boca.
A maneira como eles coçam a barba.
Aqueles que pegam no violão.
O olhar intenso.
O carinho roubado.
Tem que amar a força com que ele te deseja
e mais ainda a força com que você deseja ele.
Tem que amar o quanto ele te respeita
e mais ainda o quanto vocês são livres juntos.
Tem que amar o jeito de dar bom dia
O sorriso maroto da manhã
dado ao recerber beijinhos nas costas.
O não caber em si do menino que quer ser pai.
Tem que amar o poder ir
Tem que amar o poder ficar
Tem que amar o poder voltar
Minha filha, tem um monte de coisa pra amar nos meninos.
Mas ainda assim, se você preferir, a mamãe pode pensar como amar as meninas e te deixar ainda mais feliz.
o dia foi forte.
você parecia forte.
seu olhar atravessava minhas palavras.
suas perguntas esquentavam a sala.
o abraço foi forte.
você parecia tão atravessado quanto eu.
talvez atravessado por mim
e por mais tantas outras.
pouco importa.
representaria com você
a mais bela noite de amor.
o não foi forte.
nós somos fortes.
o tempo vai se encarregar de abrir as cortinas
e de apagar a luz.
você parecia forte.
seu olhar atravessava minhas palavras.
suas perguntas esquentavam a sala.
o abraço foi forte.
você parecia tão atravessado quanto eu.
talvez atravessado por mim
e por mais tantas outras.
pouco importa.
representaria com você
a mais bela noite de amor.
o não foi forte.
nós somos fortes.
o tempo vai se encarregar de abrir as cortinas
e de apagar a luz.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
"o amor veio e me levou com ele"
Encantamento sem fim. Olhos que piscavam apenas para não ressecarem e acabarem por partir. Quebrar eu até poderia permitir. Partir não. Partir doía tanto que não se dizia nem mesmo adeus ao telefone. Sinto que foi e que é o princípio mais bonito que pude ter. O amor para mim não é mais um evento, um relacionamento, um momento, ele, ela ou eu. O amor é esse avalanche de chances que eu tento agarrar na vida. O amor é o que faço com cada poeirinha que consigo reter por alguns segundos nas minhas mãos. É a poeirinha que faz cócega no canto do lábio ou que arranha a retina e faz chorar. Avanlanche que te assola e depois te ensina a nadar. Nadar no seco, na neve, no mar. Areia, neve, ou água. Se chegar assolando, cega e confude a gente. E o pior que andar confuso no escuro é uma delícia. Ter caminhado assim faz parte da aventura. E se retomo tudo isso não sofro mais. Agora sim eu amo mais.
Fica pronto toda vez que releio
Monto um novo arranjo
Sinto o vai e vem dentro do peito
A flor murcha e sem cor não me incomoda
A falta de ar é também a falta de rumo
Na impossibilidade de dizer
tento respirar mais do que o padrão
Não há padrão
Não há encontro
Reescrevo e cada vez acerto um novo tom
Toco e troco de alma
Troco e toco de corpo
Reorganizo meu sistema respiratório
Penetro pelas curvas intemináveis do meu relógio
que não cessa de titaquear
Que alívio em te ver
Que alívio em escrever
Que alívio em perder
Que alívio em pensar na roupa
e ela caber.
Pego mais um gota de ar
Falta mais uma
Releio tudo que escrevi
Calar me dói e me conforta
Não saber não me assuta mais
Me move.
Monto um novo arranjo
Sinto o vai e vem dentro do peito
A flor murcha e sem cor não me incomoda
A falta de ar é também a falta de rumo
Na impossibilidade de dizer
tento respirar mais do que o padrão
Não há padrão
Não há encontro
Reescrevo e cada vez acerto um novo tom
Toco e troco de alma
Troco e toco de corpo
Reorganizo meu sistema respiratório
Penetro pelas curvas intemináveis do meu relógio
que não cessa de titaquear
Que alívio em te ver
Que alívio em escrever
Que alívio em perder
Que alívio em pensar na roupa
e ela caber.
Pego mais um gota de ar
Falta mais uma
Releio tudo que escrevi
Calar me dói e me conforta
Não saber não me assuta mais
Me move.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Eclipse Oculto
Meus peitos ganharam
uma beleza cheia de liberdade
Nossas festas
uma beleza cheia de liberdade
Vivíamos uma década de 80
que queria nos levar
que queria nos levar
Da janela podíamos ver tudo
a cidade fervia e esperava por nós
Nossas festas
Nossa ressaca
Nosso tempo
Nosso teatro
E nosso amor não deu certo
Muitas brigas que queriam paz
Uma guerra de dois dançarinos
A saudade só vem depois
A verdade é feita de fibras
A verdade é espiral
A verdade é espiral
Nosso encontro
Nossos corpos
Nossos porres
Nossa paciência com o mundo
O que será?
domingo, 18 de agosto de 2013
O poeta passarinho
Algo existe em Minas Gerais.
Está gravado nas paredes,
impregnado no vão do chão de pedras,
pairando no ar.
Em Minas,
algo diferente aparece no canto dos animais.
Neste segundo
há um passarinho que canta
em meus ouvidos.
Está tão pertinho.
Ai se Drummond ainda andasse de ônibus por aí.
Ai se a família se recriasse no amor.
Ai se a religião fosse abandonada como fardo.
Meus dedos escorregam pelo teclado.
Meus olhos correm pelo papel.
Meu ouvido escuta uma voz bonita,
de homem bonito,
de homem querido,
recitando um pouco do livro.
Meus olhos descansam
e meus pés encontram
um pouquinho de calor.
Caminho pronta.
Volto sem saber.
Caminho completa.
Volto sem saber.
Caminho com outros.
Volto sem ninguém.
A poesia nunca será banal.
Meu amor nunca se encerra.
Não há mais tempo para tentar dizer.
Há tempo para ir até Minas,
há tempo para penetrar surdamente no reino das palavras.
Rio de Janeiro que não vivi.
Minas Gerais que conserva no vento
um passado que me atrai.
Drummond que eu não sabia ler.
Minhas rimas pobres.
Meu coração incompleto.
Óculos são roubados.
Está gravado nas paredes,
impregnado no vão do chão de pedras,
pairando no ar.
Em Minas,
algo diferente aparece no canto dos animais.
Neste segundo
há um passarinho que canta
em meus ouvidos.
Está tão pertinho.
Ai se Drummond ainda andasse de ônibus por aí.
Ai se a família se recriasse no amor.
Ai se a religião fosse abandonada como fardo.
Meus dedos escorregam pelo teclado.
Meus olhos correm pelo papel.
Meu ouvido escuta uma voz bonita,
de homem bonito,
de homem querido,
recitando um pouco do livro.
Meus olhos descansam
e meus pés encontram
um pouquinho de calor.
Caminho pronta.
Volto sem saber.
Caminho completa.
Volto sem saber.
Caminho com outros.
Volto sem ninguém.
A poesia nunca será banal.
Meu amor nunca se encerra.
Não há mais tempo para tentar dizer.
Há tempo para ir até Minas,
há tempo para penetrar surdamente no reino das palavras.
Rio de Janeiro que não vivi.
Minas Gerais que conserva no vento
um passado que me atrai.
Drummond que eu não sabia ler.
Minhas rimas pobres.
Meu coração incompleto.
Óculos são roubados.
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